sábado, 20 de dezembro de 2008

FRANCIS E OLÍVIA HIME // GRANDES NOMES DA NOSSA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA // BISCOITO FINO

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VÍDEO PRODUZIDO POR NOEMIA HIME

DANIEL GONZAGA - UM BOM PRESENTE DE NATAL DA BISCOITO FINO



Daniel Gonzaga – Comportamento Geral

Onze anos após o lançamento de seu primeiro disco, o cantor e compositor Daniel Gonzaga lança pela Biscoito Fino o seu quinto e mais esperado trabalho.

A responsabilidade é grande. Filho do saudoso compositor Gonzaguinha e neto de Gonzagão, percebe-se a boa influência da família no trabalho de Daniel Gonzaga. Com personalidade própria, é possível comparar suas letras ácidas e bem construídas às do pai. Na parte musical, Daniel herda o ritmo inconfundível do Rei do Baião e cria fusões enriquecedoras para a MPB. É um músico de flagrante maturidade que traça seu próprio caminho, onde a poesia é o grande destaque. Por vezes, seu baião dispara palavras com a velocidade de um rap e, em outras, a reflexão sobre a sociedade em que vivemos é embalada por um xote cheio de swing.

O carioca Daniel Gonzaga gravou seu primeiro disco, Sob o Sol, com apenas 21 anos, tendo já naquela época alcançado notória receptividade de crítica e público. A partir de então, alternou trabalhos de música e teatro, exalando versatilidade e talento por onde passava. Gravou ainda um disco em homenagem a seu avô, no qual recriou as canções do Velho Lua à base de voz e violão.

Assim, após quatro discos lançados e dezesseis anos depois da morte de Gonzaguinha, ele decide resgatar a obra do pai. É mais do que justo, depois de tantos anos, que Daniel promova o resgate do legado de um dos maiores compositores e intérpretes da história da música popular brasileira, que hoje está um pouco distanciado do jovem, mas que continua no coração de todo brasileiro contemporâneo, como assinala a jornalista Regina Echeverria:

“Só músicas muito boas sobrevivem ao tempo, só aquelas que caem no gosto popular, que nos fazem lembrar de um tempo bom ou de um tempo ruim, mas nos remetem ao passado. Algumas canções de Gonzaguinha são assim”.

Daniel tem plena consciência disso, e nos oferece um abrangente relicário da carreira do pai, contemplando músicas de grande sucesso, como Explode Coração, Sangrando, O Que é o Que é, Gás Néon (sucessos anteriormente na voz de Maria Bethânia) e Recado, ao lado de canções menos conhecidas do grande público, casos de Chão Pó Poeira, a agreste Festa (canção que evidencia um lado “Gonzagão de Gonzaguinha”) , Da Vida e até a inédita Namorar, deixada pelo compositor. Completam o repertório Dias de Santos e Silvas, Com a Perna no Mundo, João do Amor Divino, Feliz, Diga lá Coração, além da canção homônima que dá nome ao cd.

Como a inspiração remetendo ao tempo do Gonzaga, Daniel gravou Comportamento Geral como nos anos 70: ao vivo, em uma sala grande e sem correções de computadores. O resultado é um disco quente, feito com uma banda de amigos composta por Pedro Moraes (baixo), João Gaspar (guitarra), Cassio Cunha (bateria), Marcos Trança (percussão), Clevinho (sopro), Carlos Bernardo (violão), além do próprio Daniel Gonzaga, que assina também a produção musical. Gravado no estúdio Verde no entre os dias 28 e 31 de março de 2007.

GONZAGUINHA QUE SAUDADES DE VOCÊ ......

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VÍDEO PRODUZIDO POR NOEMIA HIME

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

TRIBUTO À GONZAGUINHA

INFÂNCIA Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior nasceu em 22 de setembro de 1945, no Rio de Janeiro, filho legítimo de Luiz Gonzaga, o rei do baião, e Odaléia Guedes dos Santos, cantora do Dancing Brasil. "Venho de Odaléia uma profissional daquelas que furam cartão e de vez em quando sobem no palco; ela cruzou com meu pai e de repente eu vim" (Gonzaguinha) A mãe morreu de tuberculose ainda muito moça, com apenas 22 anos de idade, deixando Gonzaguinha órfão aos dois anos, e o pai, não podendo cuidar do menino porque viajava por todo Brasil, entregou-o aos padrinhos "Dina (Leopoldina de Castro Xavier) e Xavier (Henrique Xavier), baiano do violão das calçadas de Copacabana, do pires na zona do mangue, morro de São Carlos foram eles que me criaram e por isso eu toco violão. (Gonzaguinha) As primeiras letras Gonzaguinha aprendeu numa escola local, mas as verdadeiras lições de vida recebeu pelas ladeiras do morro. Quando garoto, para conseguir algum dinheiro, carregava sacolas na feira. Moleque Luizinho – seu apelido de infância, ia aprontando das suas. Pipas, peladas, bolinha de gude, pião e os acidentes da infância. Como as três vezes em que furou o olho esquerdo. Na primeira, com uma pedrada, depois, com um estilingue e, na quina da cama, com isso perdeu 80% da visão desse olho. No carnaval fugia com Pafúncio, um vendedor de caranguejos que morava nas redondezas e era membro da ala de compositores da Unidos de São Carlos, a partir daí, o samba estaria definitivamente em sua vida. Nas ruas do Estácio, Gonzaguinha ia crescendo, entre a malandragem dos moleques de rua e o carinho da madrinha. Do pai, recebia o nome de certidão, dinheiro para pagar os estudos e algumas visitas esporádicas. Imerso no dia-a-dia atribulado da população, Gonzaguinha ia aprendendo a dureza de uma vida marginal, a injustiça diária vivida por uma parcela da sociedade que não tinha acesso a nada. O aprendizado musical se fez em casa mesmo, ouvindo o padrinho tocar violão e tentando fazer o mesmo: "Sempre toquei um instrumento e poderia chegar a tocar bem, sendo um músico profissional, coisa que não sou. Sou um compositor e um intérprete que também toca violão, mais não sou músico nem tenho intenção de me arvorar a sê-lo" (Gonzaguinha) Quando pequeno, Gonzaguinha ouvia Lupicínio Rodrigues, Jamelão e as músicas de seu pai. Gostava de bolero e era assíduo freqüentador de programas sertanejos. Ouvia também muita música portuguesa, pois D. Dina sua madrinha e mãe adotiva, era filha de portugueses e manteve-se ligada às tradições familiares. JUVENTUDE Aos catorze anos, Gonzaguinha escrevia sua primeira composição: Lembranças da Primavera. Pouco mais tarde , compôs Festa e From U.S of Piauí, que seu pai gravaria em 1967. Em 1961, Gonzaguinha, que estava completando 16 anos, foi morar com o pai em Cocotá. Xavier e Dina não podiam dar estudos para o garoto, que queria estudar economia. Neste ano Gonzaguinha estudou muito, desde então jamais repetiu um ano, lia todos os jornais e guardava tudo num saco de estopa, ele dizia que esses jornais podiam ajudar ele nos estudos. Só depois de formado é que ele jogou tudo fora. Trancado no quarto, estudava economia e tocava violão. Quando saía, ia para a praia jogar futebol, sua outra paixão. Como já fizera no morro de São Carlos, esquecia dos horários e nunca vinha almoçar. Em dezembro de 61, ocorreu o primeiro acidente automobilístico de sua vida, em viagem com o pai e uma amigo, a caixa de mudança do carro enguiçou, isso ocorreu no Rio, em direção a Miguel Pereira, Gonzagão ficou um mês hospitalizado, e Gonzaguinha só sofreu um grande susto. Os desentendimentos com Helena, esposa de Gonzagão, fizeram com que o menino acabasse sendo interno em um colégio. Talvez tenha sido a partir daí que o "homem" Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior tenha começado a se delinear. Não só concluiu o Curso Clássico, como ingressou na Faculdade de Ciências Econômicas Cândido Mendes (Rio de Janeiro). Aquele que tinha tudo para não dar em nada, começava a mostrar o cidadão consciente social e politicamente. O começo da amizade com Ivan Lins e alguns outros teve inicio na rua Jaceguai, na Tijuca onde morava o psiquiatra Aluízio Porto Carrero, um homem que gostava de levar pessoas a sua casa para longas conversas, jogos de cartas ou uma roda de violão. Foi nesta casa que Gonzaguinha conheceu Ângela, sua primeira esposa, mãe dos seus dois filhos mais velhos, Daniel e Fernanda . Das rodas de violão na casa do psiquiatra nasceu o M.A.U. (Movimento Artístico Universitário) e dele faziam partes nomes como Ivan Lins, Aldir Blanc, Paulo Emílio, César Costa Filho. "Éramos um Grupo com pretensões de romper as barreiras do mercado de trabalho, com a consciência de que os festivais não projetavam ninguém" (Ivan Lins). O MAU acabaria sugado pela TV Globo que em 1971 lançava o programa "Som livre exportação". Nos primeiros dois meses as coisas caminharam bem e o grupo fez grande sucesso. Passando esse período, na hora da renovação do contrato, a Globo só queria Ivan Lins, Gonzaguinha e César Costa Filho. No início eles procuraram manter-se unidos , "na base do ou assina todo mundo ou ninguém assina". Passados os primeiros dias, as grandes somas envolvidas, as diferenças pessoais e outros fatores cindiram o grupo. O programa continuou por mais algumas semanas, comandado por Ivan lins, que foi o que mais vacilou na defesa do grupo. "Não era uma questão de eu ser mais ou menos forte que o Ivan. É uma questão estrutural. Só isso. A minha imagem de antipatia não permitia que as pessoas tentassem me cooptar. Isso me deixava muito distante. (Gonzaguinha) Foi nessa época que se difundiu a imagem de Gonzaguinha como um artista agressivo, chegando um jornalista a chamá-lo de "cantor rancor". Para o compositor, sua agressividade foi criada pelo sistema para ele vender mais. Em 1973, Gonzaguinha participou do programa Flávio Cavalcanti apresentando a música Comportamento Geral num dos concursos promovidos pelo programa. Os jurados ficaram apavorados com a letra que dizia "Você deve aprender a baixar a cabeça e dizer sempre muito obrigado/ São palavras que ainda te deixam dizer por se homem bem disciplinado/ Deve pois só fazer pelo bem da Nação tudo aquilo que for ordenado". Muita polêmica, uma advertência da censura mas, em compensação, o compacto gravado pelo compositor, que estava encalhado nas prateleiras das lojas, esgotou-se em poucos dias e logo Gonzaguinha pulava do quase anonimato para as paradas de sucesso na Rádio Tamoio e era convidado para gravar um novo disco. Como era de se prever naqueles anos de chumbo, a divulgação da música logo foi proibida em todo o território nacional e Gonzaguinha "convidado" a prestar esclarecimentos no DOPS. Seria a primeira entre muitas visitas do compositor ao orgão público. Para gravar 18 músicas, Gonzaguinha submeteu 72 à censura - 54 foram vetadas! Apesar de toda a perseguição, Gonzaguinha nunca deixou de divulgar seu trabalho: quer seja em discos onde driblava os censores com canções alegóricas, quer seja em shows onde, além de cantar as músicas que não podiam ser tocadas nas rádios, Gonzaguinha não se continha e exprimia suas opiniões e sua preocupação com os rumos que a nação tomava. MATURIDADE Em 1975, Gonzaguinha dispensou os empresários e essa atitude foi fundamental para sua carreira, segundo Gonzaguinha a vantagem de trabalhar independente dos empresários está nos contatos que o artista mantém com várias pessoas, o que concorre para recuperar se a base humana do trabalho. O ano de 1975 foi particularmente importante na vida do compositor: tendo contraído tuberculose, Gonzaguinha viu-se obrigado a passar oito meses em casa e aproveitou o tempo para meditar e refletir sobre si mesmo. Neste período acabou chegando a algumas conclusões importantes. "Achei que devia retomar toda uma espontaneidade em termos de apresentação, de estar no palco como se estivesse em qualquer outro lugar" (Gonzaguinha) O ano de 1975 também marcou o início das suas excursões pelo Brasil, em que rodou todo o país de violão. Com isso, conseguiu solidificar as bases nacionais de sua arte e descobriu a importância de seu pai, na música popular brasileira. Em 1976, Gonzaguinha gravou o LP Começaria Tudo Outra Vez. O disco, de acordo com o próprio autor, representou a capacidade de voltar ao início da carreira, retomar a espontaneidade perdida e "assumir a coerência de um trabalho que vem se estendendo há muito tempo" Depois disso, sua carreira constituiu um coleção de sucessos, tanto nas apresentações ao vivo como nos diversos LPs que lançou, entre os quais Gonzaguinha da vida (1979), Coisa Mais Maior de Grande (1981), Alô, Alô Brasil (1983), em toda essa trajetória, Gonzaguinha tem demonstrado, ao lado de qualidades artísticas indiscutíveis, uma grande coerência de idéias sobre a arte, a vida e a dimensão política do homem. Seus últimos 12 anos de vida, Gonzaguinha passou-os ao lado de Louise Margarete Martins - a Lelete. Desta relação nasceu Mariana, sua caçula. Até hoje Lelete e Mariana vivem em Belo Horizonte, cidade onde Gonzaguinha viveu durante dez anos. A vida em Minas, mais calma, com longos passeios de bicicleta em torno da lagoa da Pampulha, marcou um período mais introspectivo de sua carreira. O músico dedicava-se a pesquisar novos sons dividindo-se entre longos períodos em casa e demoradas turnês de shows pelo país. A mais importante dessas turnês talvez tenha sido com o show "Vida de Viajante", ao lado do pai Luiz Gonzaga, em 1981. Não apenas um show, "Vida de Viajante" selou o reencontro de pai e filho, a intersecção de dois estilos, o Brasil sertanejo do baião encontrando o Brasil urbano das canções com compromisso social e uma só paixão - o palco. Se "Todo artista tem de ir aonde o povo está", lá estavam pai e filho deixando mágoas, desavenças, ressentimentos na poeira das estradas. Viajando juntos por quase um ano, mais do que se perdoaram - tornaram-se amigos. Não houve reconciliação, houve compreensão. RETIRADO DO SITE TRIBUTO À GONZAGUINHA

Simone - Diga lá, coração

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

BETÂNIA DA SANTO AMARO

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Pretendo com este vídeo, abordar algumas passagens dessa "Grande Intérprete", uma pessoa simples e caridosa de Santo Amaro, mostrando sua cidade, fotos quando criança, e uma visão rápida de sua carreira, tão brilhante! Nós estamos de parabéns pela criatura tão humana que Deus nos deu.
Noemia Hime

domingo, 14 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL // BISCOITO FINO

MARIA BETHÂNIA E O SEU AMOR PELA BAHIA







Além de procurar Mabel Velloso para intermediar nosso ambicioso projeto era preciso tornar conhecido mais profundamente a Maria Bethânia a semimilenar, fascinante e benemérita história das Santas Casas de Misericórdia, particularmente a da Bahia.



E na medida em que lhe passávamos informações sobre a nossa história e ação, ela ia se envolvendo e entusiasmando pelo projeto, e a idéia de conectá-la às comemorações dos 400 anos de Vieira foi a cartada decisiva.



Conquistamos definitivamente esta baiana empolgada pela história de sua terra e cheia de amor pelo seu povo...



A Maria Bethânia, nossa gratidão pela generosidade da oferta. E a nossa alegria de ver a sua marcante presença de artista completa, senhora dos palcos, aliada à belíssima tradição desta nossa Casa, desta Igreja e a Vieira, “Imperador da Língua Portuguesa” (Lemos Filho, A C).



A voz de Maria Bethânia nascida em Santo Amaro, junto às águas do Subaé tem banhado muitas Terras, levando força e muito amor a muita gente.



Tem aquecido, embalado, aquietado muitos corações.



Os Palcos onde tem se apresentado, onde pisa respeitosamente, transformam-se em verdadeiros templos da música.



Quando menina cantou na Capela de Nossa Senhora dos Humildes e na Matriz da Purificação. Cresceu sem perder a humildade e foi longe! Cantou rezando em Fátima e em Aparecida.



Seu canto vive como numa trança: pedido, louvor, agradecimento. Hoje sua voz se espalha nesta Igreja como grito de alerta em favor das crianças da Creche da Santa casa de Misericórdia. Maria Bethânia canta como quem reza, mesmo cantando dores de amores...



Nesta noite o seu cantar é uma oração de amor por aqueles que precisam ser lembrados, por todos que não devemos esquecer. (Mabel Velloso)



Amigos, após 2 dias ainda tenho dificuldades em narrar-lhes o inenarrável, pois Maria Bethânia ultrapassa sempre e pra melhor, o limite máximo que podemos esperar que venha a acontecer numa nova apresentação.



Estar num palco, lugar sagrado, cujo cenário é o altar, também sagrado deu-nos a impressão de termos Nossa Senhora no altar e uma aparição no palco.



O show se deu em 2 atos e a abertura foi com a banda entoando Jesus, alegria dos homens de J. S. Bach, em seguida ela nos brinda com a sua presença e o belíssimo repertório:

Seguimento Bahia (Caymmi)/
Cem barquinhos brancos/
Nas sacadas/
Você já foi a Bahia/
São Salvador/
Gente Humilde (C. Buarque - Garoto – V. de Moraes)/
Procissão (G. Gil)/
Cio da Terra (M. Nascimento-F. Brant)/
Cálice bento (M. Nascimento-F. Brant)/
Texto MB/
Sermão Pe. A. Vieira/
Dirirê dirirê/ Rainha dos raios (G. Gil - C. Veloso)/
Stª Bárbara (R. Ferreira)/
Texto MB/
De papo pro ar (G. de Carvalho – O. Mariano)/
Tristeza do Jeca (A. de Oliveira)/
Adeus guacyra (H Tavares)/
Casinha branca (Gilson)/
Felicidade (V. de Moraes)/
Trenzinho caipira (V. Lobos)/
Texto MB/
Medalha de S. Jorge (M. Luz)/
Oração a S. Jorge/
Padroeiro do Brasil (A. Monteiro – I. de Oliveira)/
São João, São João menino (T. Gondim)/
Olha pro céu (L. Gonzaga)/
São João do carneirinho (L. Gonzaga)/
Francisco, Francisco (R. Mendes – Capinan)/
Oração de S. Francisco/
Texto/
Meu divino S. José (domínio público)/
Cosme Damião (domínio público)/
Vadeia dois-dóis (domínio público)/
Oração a S. Cosme e S. Damião/
Cosme Damião (domínio público)
Meu insigne português (domínio público)/
Sermão Pe. A. Vieira/
Incenso (trezena de S. Antônio)/
Santo Antônio (domínio público)/
Banda: “Maxixe”/
Pedrinha de Aruanda (domínio público)/
Texto MB/
Motriz (C. Veloso)/
Adeus meu S. Amaro (C. Veloso)/
Ó sino da minha aldeia (S. Costa – F. Pessoa)/
Ciclo (C. Veloso)/
Geniapo absoluto (C. Veloso)/
Purificar o Subaé (C. Veloso)/
Miséria (Titãs)/
Texto: Ladainha de S. Amaro (M. Velloso)/
Ave Maria no Morro/
Ladainha de N. Senhora (M. Velloso)/
Hino de N. S. da Purificação (domínio público)/
Oferta de flores (domínio público)/
Sermão Pe. A. Vieira/
Maria mater gracie (domínio público)/
Magnificat (domínio público)/
Romaria (R. Teixeira)/
Dona do dom (C. César)/
Poema do Menino Jesus (F. Pessoa)/
Doce mistério da vida (V. Herbert – R. Young)/
Ofertório (domínio público)/
Texto MB/ Hino do S. do Bonfim (domínio público)/
Bis: Menino de Braçaná (L. Vieira)
Banda: J. Alem, João Carlos Coutinho, Márcio Mallard, Reginaldo Vargas, Rômulo Gomes, e o vocal de: Nair de Candia e Viviane Godói.

FOTOS DE MARIA SAMPAIO


Foi na noite do dia 10 de dezembro de 2008, na nave central, no altar-mor, da quatrocentona Igreja da Misericórdia, na Cidade da Bahia, em homenagem ao ícone da língua portuguesa, o padre Antonio Vieira, festejando os seus lendários quatrocentos anos, que Maria fez mais um projeto especial: um show longo, mesclando o universo sagrado do candomblé com o do católico, de modo impecável, e como sempre, também desfiou canções sagradas do cancioneiro brasileiro e recitou textos como só ela sabe fazer aqui neste nosso Brasil. Mais uma réstia de luz sobre as sombras dos anos atuais. Mais um exemplo da navegação de beleza que esta senhora imputa à sua carreira. Mais uma vez, pela correnteza de força e frescor daquela voz, alguns privilegiados assistiram ao Brasil que dá certo. Ela, tão respeitosa intérprete dos mistérios da Fé, aos pés de Nossa Senhora, rezando canções, perfilou a grandeza da cultura que nos permite sonhar com um país melhor... A homenagem honrou a nossa tradição popular: Dona Bethânia no centro católico do Brasil gritando: “Eu sou o céu para suas tempestades/Deusa pagã dos relâmpagos/ Das chuvas de todo ano/ Dentro de mim". Revigorando a santificação de entes caros para todos nós: Santa Bárbara e São Jorge! Luminescência pura e perfumada de azul. O canto sublime do artista longevo mais criativo em tempos atuais. Sibilares da vontade dos deuses de terem Maria como sua porta-voz mais legítima e preparada. As fotos são da escritora Maria Sampaio. E, segundo o doce Rodrigo Velloso, as imagens foram feitas por Bia Lessa, o que pode nos assegurar mais um registro artístico, em áudio-visual, das performances memoráveis da nossa Maricotinha (Marlon Marcos).

MARIA BETHÂNIA EM VÁRIOS MOMENTOS DA APRESENTAÇÃO DO PRÊMIO SHELL 2008 MELHOR INTÉRPRETE // FEITO POR NOEMIA HIME

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Não tenha medo Me faça seu travesseiro
Aquela roupa eu nem tirei
Só pra dormir com seu cheiro
Aquele beijo de boa-noite
Ainda queima em minha boca
Nem o café esconde o gosto
Em sonhos vejo seu rosto
Você é a estrela do mar profundo
Caiu do céu no meu mundo
Se eu fico longe, só um tiquinho
Pouco mais que um segundo
A corda quebra, o carro pára
O riacho fica fundo
A corda quebra, o carro pára
O riacho fica fundo Não tenha medo
Lhe ajudo na travessia
Não sei nadar Pra flutuar, basta a sua companhia

Autor Niltinho Adalberto